Transporto a força utópica no meu coração e existo muito mais do que aparento nesta viagem efémera á mercê da evolução.
Porque nunca sou, apenas estou.
Fico ao sabor do acaso, enquanto a esperança me consome… enquanto sei que só me quero perder por aqui sem saber se vou voltar. Mas vou ficando, confrontada pelas coincidências proeminentes que limitam o meu progresso infinito.
Porque nunca sou, apenas estou.
De quando em vez, e de acordo com as peculiares necessidades da minha sanidade mental, jogo a sorte da vida, à amplidão do escuro e fico a desdobrar-me nas experiencias vitais.
Porque nunca sou, apenas estou.
As vezes sinto quase como que se tivesse várias pessoas diferentes cá dentro, cada uma mais complicada que outra.
Com algumas que me conhecem, e com outras que não posso contar.
E reconheço que todas são apenas uma… fragmentada!
Então, reencarno e perco temporariamente a lembrança da força utópica que transporto eclipsada dentro do coração, pronta para a nova viagem. Mas o que me prende ao corpo físico é mais forte… está revestido de uma falsa moral que me coloca restrita dentro de uma cápsula recheada de latejos vitais.
Porque nunca sou, apenas estou.
Fico fraca e ando adormecida, quando não percebo pensamentos e emoções que me chegam de vós. Mas mais ainda quando tudo o que quero dizer não sai e tudo o que disse não foi suficiente… Vejo o tempo a passar e eu sem conseguir expressar o mundo de uma forma concreta…
Porque nunca sou, apenas estou.
Deixo o meu corpo passar pelas experiências impostas pelos valores universais enquanto a minha consciência pisa o que não tento ocultar. E cada vez que o meu pensamento continua a ser intermitente diante das tantas coisas que acontecem na prova diária, submeto-me á condição de ser humano vulgar, onde me deixo insensibilizar pelo limitado sentido físico.
Porque nunca sou, apenas estou.
Apesar de me reconhecer superior penso, sinto e faço coisas estranhas, como se fosse um ser efémero e errante na vida, privada da minha utopia.
É paradoxal, mas a esperança perdeu a confiança em si mesma e trocou a utopia pela frieza da inquietação.
Porque nunca sou, apenas estou.
Mesmo erguendo dias difíceis na viagem, ainda assim reconhece-me como uma quimera imortal inundada de palpitação universal, aquela mesma que sustenta imensurabilidade de nada, e que faz a viagem em si mesma sem saber que a rota imperfeita é inseparável do seu próprio corpo mortal.
Porque nunca sou, apenas estou.
Sou então uma viajante eterna na minha confusão, porque haverá sempre coisas que não saberei exprimir em palavras as quais só os meus 5 sentidos em conjunto as saberiam expressar, mas que só em silêncio as posso sentir.
Porque nunca sou, apenas estou.
Sou mais do que aparento quando só estou. Às vezes, sou estranha mas mesmo assim sou a ilusão! Essa é a minha maior segurança!
Levo sempre muito de por onde passo mas deixo ficar pouco de mim…
Porque nunca fui, apenas estive…
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
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