Só por puro preconceito,
não se actua indiferente,
com aquele que é sujeito,
a ser julgado injustamente.
Que querem fazer da vida,
cerrando assim o olhar?
Que pode provocar ferida,
pelo simples acto de censurar.
Nesta sociedade doente,
com grande falta de coragem,
a que ser prudente,
para não capitular na voragem
de um sentimento de superioridade,
perante o desconhecido,
que humilha a igualdade,
na ignorância do juízo.
Pois quem vive na arrogância,
não percebe que toda a gente,
por simples concordância,
tem o direito de ser diferente.
E mesmo com pouca educação,
de quem se esquece de dar atenção,
não percebe que ao irmão,
também bate um coração!
Conceituar sem se conhecer,
indagar só o auto conhecimento,
é não querer apreciar ou aprender,
como a diferença que nos ajuda ao crescimento.
Toda a descriminação,
por falta de criatividade,
já condena a comoção,
de quem não provém da originalidade.
Só quando prevalece o amor,
se reflecte a elegância de um coração,
independente da cor,
livre de raça ou religião.
Mil e uma formas de dar e repartir,
recebidas com interesses desiguais,
que mesmo a multiplicar ou dividir,
nunca seriam em partes iguais…
domingo, 26 de agosto de 2007
sábado, 25 de agosto de 2007
Ainda assim...
E um dia a vida será justa para mim… no dia em que o perfume repugnante da morte perambular de livre vontade pelo meu cadáver
evocando para todo o sempre a bonança da guerra que combati sem propósito...
da guerra que fez de mim uma aventureira na conquista pelo nada…
Será que vou passar a vida toda à procura de um sentido?
Se é o mero acaso e a coincidência a que alguns tendem a chamar de sorte que me guia?
É esta luta que me leva a um conforto… o de ir morrendo antes mesmo de desaparecer na escuridão perpétua.
Será que vou passar a vida toda à procura de um sentido?
Se é o mero acaso e a coincidência a que alguns tendem a chamar de sorte que me guia?
É esta luta que me leva a um conforto… o de ir morrendo antes mesmo de desaparecer na escuridão perpétua.
Cansada de tudo…sinto que vão falecendo partes de mim…
Mas o que mais me cansa é ter de ser eu a fazer a inumação e visitar a sepultura.
Ainda assim porfio nesta extensão da minha ignorância que as coisas dependem da percepção dos meus próprios olhos de quando observam, ou apenas vêem.
sábado, 11 de agosto de 2007
Se fores não vás!
Não lamento o que vivi,
mas sim o que sonhei e não cumpri!
Bom era não sofrer,
apenas aproveitar ter privado com uma pessoa maravilhosa,
que despertou em mim uma forte sensação
e que me fez companhia por um tempo pequeno,
proporcionando-me uma fase grande.
Não esquecerei o que não foi desfrutado, todas as coisas que desejaríamos
ter conhecido ao lado uma da outra e não conhecemos,
todos os projectos que gostaríamos de ter tido juntas e não tivemos,
todos os planos e intenções e silêncios que gostaríamos de ter partilhado, e não partilhamos…
todos os abraços cancelados, pela eternidade,
tudo o que te quis dizer e não disse!
Vou sofrer, não porque vais estar longe ou morrer,
mas por todo o tempo livre que deixai de ter para conversar contigo,
para te abraçar, para te “mirar”.
Vou ter saudades, não porque fui apressada contigo, mas por em todas as ocasiões em que poderíamos estar a segredar as nossas mais profundas opressões,
não estar totalmente na disposição de as compreender.
Sofro não porque te perdi, mas pela ânsia asfixiada de que um dia irás.
Sofro não porque o tempo passa, mas porque o futuro é previsível, impedindo assim que um milhões de peripécias nos aconteçam e que tudo aquilo que sonhamos, nunca vamos chegar a experimentar juntas.
Não me vou iludir tanto
e vou viver mais cada dia contigo
pois o desperdício está no afecto que não damos,
na alento que não usamos,
na precaução comodista que nada arrisca,
e que, escapando do tormento,
faz aniquilar também o contentamento.
mas sim o que sonhei e não cumpri!
Bom era não sofrer,
apenas aproveitar ter privado com uma pessoa maravilhosa,
que despertou em mim uma forte sensação
e que me fez companhia por um tempo pequeno,
proporcionando-me uma fase grande.
Não esquecerei o que não foi desfrutado, todas as coisas que desejaríamos
ter conhecido ao lado uma da outra e não conhecemos,
todos os projectos que gostaríamos de ter tido juntas e não tivemos,
todos os planos e intenções e silêncios que gostaríamos de ter partilhado, e não partilhamos…
todos os abraços cancelados, pela eternidade,
tudo o que te quis dizer e não disse!
Vou sofrer, não porque vais estar longe ou morrer,
mas por todo o tempo livre que deixai de ter para conversar contigo,
para te abraçar, para te “mirar”.
Vou ter saudades, não porque fui apressada contigo, mas por em todas as ocasiões em que poderíamos estar a segredar as nossas mais profundas opressões,
não estar totalmente na disposição de as compreender.
Sofro não porque te perdi, mas pela ânsia asfixiada de que um dia irás.
Sofro não porque o tempo passa, mas porque o futuro é previsível, impedindo assim que um milhões de peripécias nos aconteçam e que tudo aquilo que sonhamos, nunca vamos chegar a experimentar juntas.
Não me vou iludir tanto
e vou viver mais cada dia contigo
pois o desperdício está no afecto que não damos,
na alento que não usamos,
na precaução comodista que nada arrisca,
e que, escapando do tormento,
faz aniquilar também o contentamento.
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