sábado, 25 de agosto de 2007

Ainda assim...

E um dia a vida será justa para mim… no dia em que o perfume repugnante da morte perambular de livre vontade pelo meu cadáver
evocando para todo o sempre a bonança da guerra que combati sem propósito...
da guerra que fez de mim uma aventureira na conquista pelo nada…

Será que vou passar a vida toda à procura de um sentido?
Se é o mero acaso e a coincidência a que alguns tendem a chamar de sorte que me guia?
É esta luta que me leva a um conforto… o de ir morrendo antes mesmo de desaparecer na escuridão perpétua.

Cansada de tudo…sinto que vão falecendo partes de mim…
Mas o que mais me cansa é ter de ser eu a fazer a inumação e visitar a sepultura.

Ainda assim porfio nesta extensão da minha ignorância que as coisas dependem da percepção dos meus próprios olhos de quando observam, ou apenas vêem.

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