quarta-feira, 25 de julho de 2007

Eu, tormento

Não sei como me soltar deste tormento,
na procura constante pela fantasmagoria.
Se ao menos por um momento,
pudesse manter cativa a alegria...

Sou resultado de um vagar eternal,
quando o trabalho não consome.
E a ânsia torna-se fatal,
enquanto o meu corpo dorme.

A minha fonte carregou a origem,
de um alma forte mas fria,
que vagueia na vertigem,
de viver nesta nostalgia.

Sou um procurar clandestino,
num sonho à deriva,
que espera que o destino
lhe reserve a melhor saída.

Á espera do desejo desperto,
Á espera que nasça a semente,
todos os dias me despeço
de ninguém e de toda a gente!

Assumo a culpa,
e me fortaleço,
mas não tendo desculpa,
apercebo-me do quanto cresço.

E o movimento do meu rosto,
leva para longe a tristeza,
mas o meu grande desgosto ,
e o de viver nesta incerteza!

Os planos concebidos com perfeição,
são sempre esboços remendados,
igual á desculpa da alucinação,
que ilude o alento dos condenados.

Sempre que morro enquanto viva,
opero sempre consciente,
que esta determinação consumida
me assola injustamente!

Mas escolho não estar adormecida
e ter pensamentos amovíveis.
De que vale a vontade sumida
com feitos invisíveis…

Insisto na vontade,
de saber que no fim,
afinal a verdade
estava dentro de mim.
Que enquanto na altivez,
pensei que ninguém me entendia,
vivi na timidez
sem saber o que perdia!

Serei débil para aceitar
que a existência não é ideal?
Serei ingénua para acreditar
Que sonharei sempre em espiral?
No fundo…bem lá no fundo
nunca… mesmo nunca quero chegar ao final!

Sem comentários: